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Mostrando postagens com marcador Rosana Hermann. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
Fica influente!


"Vamos ficar, vamos fazer? Vocês e eu, eus e você. 
 Vamos gozar, vamos viver? Vocês e eu, eus e você."
(Poligamia - Kid Abelha)




O Klout diz que, para ser popular, tenho que ficar compartilhando coisas o tempo inteiro no Facebook. É por essa e outras redes que ele mede meu nível de influência,  afim de determinar se o que eu produzo realmente faz alguma diferença na rede.
Tenho que ter o maior número de likes, de replays, de favoritadas, de corações sobre minhas fotos filtradas, de badges. E o que mais? Diga-me Klout, o que tenho que fazer para ser um user de destaque, um potencial criador de memes e distribuidor de conhecimento. Qual é a boa do meu percentual?
Segundo o dicionário (qualquer um desses escolares mesmo) influência é relacionado à ascendência, preponderância, ação de uma pessoa sobre a outra. Mas que divino, não? Posso medir minha ascendência, meu crescimento, através dos replays que você me dá. E posso ir acompanhando esse crescimento e postando vez ou outra minhas conquistas, de acordo com sua indicação (+K), como se fosse mais uma referência no meu currículo do LinkedIn. Sou influente em Blog, em Jornalismo, em Música, em Social Media, mas quem foi que determinou isso? Meia dúzia de pessoas, das quais também contribuo com o registro da relevância sobre as coisas que fazem.
E os aplicativos, principalmente os do Facebook, que praticamente imploram para “convidar seus amigos para o Klout” são uma das funções mais “bloqueáveis” existentes. Sim, adoro inventar verbos e palavras Como quem dissesse “me deixe influente, mostre o quanto eu sou considerável, numa escala de 0 a 100. Mostre pra todo mundo que pode me deixar mais feliz, me presenteando com uma estatística favorável.
É, ser ou não ser alguém no Klout, é o mesmo de ser ou não ser alguém numa lista telefônica. Pelo menos na lista a busca te leva pra algum lugar, e essa busca por influência, te leva pra onde?

@gi_cabral é aspirante a Rosana, tem Klout que oscila entre 58 e 60 e esta pontuação nunca lhe fez diferença na vida on ou offline.
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sexta-feira, 6 de julho de 2012
Fica frustrado!


"Não dá para controlar, não dá. Não dá pra planejar."
(Rádio Blá - Lobão)

Eu detesto a ideia de ter que voltar naquele assunto batido sobre planejamento. Não gosto de voltar porque reconheço mesmo sem querer querendo que ele tem seu valor. Planejar é o ato de elencar três ou quatro alternativas para alguma coisa que sabemos que vai dar errado de primeira. Se você não confia muito na oportunidade, certamente vai fazer de tudo para arquitetar outras mais.
Pois bem. O planejamento é fundamental para qualquer rotina profissional, educacional ou governamental. Esse pessoal vive de metas e de setores que precisam ser atendidos. Mas quando falamos em planejar, a impressão de que "precisa dar certo de um jeito ou de outro" torna tudo mais apreensivo, pelo menos pra mim.
Vou  confessar que caso tivesse tombado no caminho da publicidade, a área de “planejamento” seria minha última opção.  Orra, lidar com hipóteses te transforma num otimista de laboratório, alguém que reza sem ter um santo que ampare.

                                                  Quem quer ser salvo?

Repare que para cada ação que você planeja, o faz com a intenção de burlar o esquema. Por exemplo: "planejo ler um livro por dia durante um mês", mas na minha cabeça está "se eu não conseguir ler um por dia, pego um final de semana e leio cinco de uma vez". Realidade.
Quando a maioria planeja uma viagem, por exemplo, com dois meses de antecedência, a história fica mais mecânica que proveitosa. Acumula-se o medo do atraso e chegam três horas antes do previsto no aeroporto, a identidade desaparece, o sol da praia não ajuda, a neve derrete, o aquecimento global está contra você, os metroviários estão em greve, pagou excesso de bagagem e não usou metade do que tinha na mala. A tensão te toma o tempo. No final, tudo que você esquematizou vira uma grande ponte para o conformismo. O que der certo deu e no fim a gente vê o que sobrou.
Sempre digo que planejar não estava no meu manual de instruções. Quando muito eu organizo as coisas de um jeito que eu me sinta a vontade para fazer ajustes. Tudo que eu eventualmente “planejei”, mais cedo ou mais tarde degringolou, como você pode verificar neste episódio.
Outro exemplo recente é minha ida ao Youpix em São Paulo, um dos maiores festivais de Social Media do país. Desde fevereiro eu penso em ir, já que ele ocorre tradicionalmente no inicio do segundo semestre. Meses de expectativa, uma das primeiras a fazer a inscrição, cheguei a ganhar até uns cartões de visita por isso. Fiquei inflamando o assunto no ouvido de meia dúvida de pessoas, fui divulgando. E na semana que antecedeu o festival: CATÁSTROFE!


Uma reunião de trabalho que foi remanejada para um dos dia do evento (em que eu tinha que estar presente) somados a um treinamento fora da cidade de quatro dias que me impediriam de tirar outros três para acompanhar o festival. Fiquei tão incomodada #chatiada de perder o Youpix porra, é anual né que só acompanhei pelo twitter e algumas das exibições ao vivo marotamente.
É sério, lembra da história do contra-conselho? Então, planeje menos e fique mais solta para aproveitar as coisas. A expectativa MATA o aproveitamento. Do que vale planejar se as melhores coisas da vida são inesperadas?

Ah, se ano que vem vou pro Youpix? Não sei, chegando na véspera a gente vê!

@gi_cabral é organizada em termos, queria muito ter conhecido a Rosana Hermann e nunca mais quer ser vítima das circunstâncias.
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