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Mostrando postagens com marcador Millôr Fernandes. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
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Sempre que me entristeço com meu estado e com o estado do meu blog, recorro ao Post que fiz em homenagem ao Guru Millôr Fernandes. Não sei dizer, sem ter porque, nem por razão, ou coisa outra qualquer, qual o motivo que me faz recarregar as energias perante aquele amontoado de 32 linhas.
O Millôr sempre inspirou muito o jeito com que vejo as coisas ao meu redor e explicação nenhuma isso requer. É simples como um infarto fulminante. Penso, logo estou "Milloriando". E esse ato de ir até aquele texto, que já li inúmeras vezes, tirou a poeira que havia "ficado" aqui no Blog.
Só sei que não é fácil manter um blog atualizado. E por que? Porque tem que ser interessante. Tem que fugir do comum, levando todo mundo que disponibiliza aqueles três minutos de atenção gratuita pra você, realmente valerem a pena.
Há tanta coisa acontecendo por ai, talvez escrever sobre moda seria mais interativo, mas faltaria envolvimento. Escrever sobre programação gráfica seria muito técnico. Poderia escrever sobre culinária, mas me faltaria apetite. Escrever apenas sobre comunicação me faltaria saco.
Mas entenda, elencar as palavras não é suficiente, é preciso combiná-las a ponto de  ter certeza de que elas estavam sem sentido sozinhas. 
           Millôr disse uma vez em uma de suas charges, que a TV (objeto/reflexo) estava normal, a realidade (agente transformador) é que estava com defeito. Mas sabe o que é mais interessante? Ele não se cansava de falar do que tinha rasura. Não é só o que é bonito que precisa ser comentado, o que está estragado também. 
E todas os looks ruins, e as programações incansáveis e a culinária excêntrica de alguma ilha perdida no oceano devem ser pontuados. Se os dois lados existem, alguma coisa tem de valor pra gente. Avaliando assim, podemos chegar a conclusão que sempre há uma lição que pode ser aprendida por esse pessoal que fica esperando uma postagem, independente do que seja.
Os comunicadores também falham. Muitos só devem aprender que falar sobre isso também é válido.
Voltei a ler e a rascunhar, só pra ter um jeito meu de me mostrar...
A realidade está com defeito. Millôr, tem como trocar o aparelho? Ou a realidade? Ou o canal?

Inspiração do dia: Guru do Méier e Nando Reis.

@gi_cabral rima com gardenal e não é a toa!  

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quarta-feira, 28 de março de 2012
Fica Millôr!

Quando aquele singelo escritor disse que “viver é desenhar sem borracha”, mal sabia ele que a vida o tinha presenteado com o poder de ser apontador.
A teoria desse autor era simplesmente ser e estar sem a obrigatoriedade de ser verbo. A vivência lhes deu a conjuntura e o amor pelo saber desenvolveu ainda mais o senso crítico. Inteligência? Seria muita redundância para ele. Passou de ser humano comum, para escritor, conselheiro, mestre e enfim guru. Ele, na altura de sua sapiência sempre colocava hipoteticamente falando a mão no nosso ombro e dizia “escolha melhor da próxima vez”. E a lição era aprendida.
E a transição que deu a ele tal titulação, foi escrita sem borracha pra salvamento. No melhor estilo, sabia escrever sobre qualquer assunto e dizer “não entendeu? Quer que eu desenhe?” e assim o fez. Desenhou como ninguém uma vida que muitos não conseguem nem acompanhar, quem dirá fazer sozinho.
Muitos de nós discípulos fomos indiretamente presenteados. Ele nos deu a palavra? Não! Ele nos deu o lápis nas mãos para que rabiscássemos nossa própria versão da história. E a cada vacilo de pensamento ele voltava e nos apontava, com as mensagens criativas de todas as manhãs, sempre nos convidando a visitar seu saite. Foi o internauta mais presente dessa diversidade digital.
E no dia 28 de março de 2012, eu aguardei como sempre o bom dia do guru. Só que dessa vez ela não foi postada. Ao invés da rotineira apresentação, um amontoado de frases dele começou a invadir a tela e o nome do Guru foi abrigado nos Trending Topics do microblogging Twitter. Será que notaram essa ausência e o estão questionando?
Mas não era isso...
        Chego ao final desse texto só para registrar que a partir de hoje, já munida da visão crítica que ele ajudou a moldar em mim, tentarei avaliar os acontecimentos terrenos da maneira que ele avaliaria. Avaliação esta que estava calejada das arbitrariedades do mundo. Ele não era mestre, ele sempre será. Daqueles mestres que ao invés de amarrar nossos braços, apontam nossos lápis para continuarmos identificando o que consideramos de origem duvidosa. Identificando e modificando a história que por ora vai ficando sem a magia e aquarela dele.

@gi_cabral é dessas que tem mestre e os reconhece.

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