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terça-feira, 21 de agosto de 2012
Fica aí fazendo arte!

"A arte, do seu jeito, e tudo faz sentido..."
(Esconderijo - Ana Cañas)

                 Não é de hoje que tento entender arte como se fosse uma coisa [mais] presente e educativa. Quando citei arte neste, que é um dos meus textos favoritos, não imaginava portanto que isso me renderia outras linhas de análise. E quando foi que decidi escrever novamente sobre o assunto? Enquanto estava no Twitter. e quando é que eu não estou no twitter? Oh, quem poderia imaginar!
               Arte nada mais é do que habilidade. Destas que você desenvolve de maneira natural, mas que te transforma em expert sobre determinado assunto. Twittar é uma delas. Posto isso, imagino que muitos artistas tenham 'nascido' de seis anos pra cá. E isso é sem dúvidas um boom na revolução artística atual. 


                                                  É...Abaporu ficaria horrorizado!

              Com essa constatação (ou dúvida sobre a realidade) imaginei como seria uma "Semana de Arte Moderna" numa época em que tudo é moderno. Naquele ano (1922) a pedida era a abertura dos expoentes, com uma nova geração de pensadores que desejavam acima de tudo, levar a população para um mundo no qual elas não tinham acesso. 
               A internet também abriu um leque de possibilidades que vão além das mídias sociais. É uma dinâmica de conteúdo que não se encontrava antes. Um ponto de vista aqui e outro ali no vai-e-vem de links que possibilitam novas interpretações para o mesmo assunto. O jeito de noticiar é diferente, assim como nossa leitura também modificou. Alguma semelhança com o   mundo das antigas?


                                       E nem tinham designers hein?

           Se o chamado "Modernismo" foi o marco de uma renovação de línguagem, o que será que a era digital e instantânea poderia representar para a grande linha evolutiva da história artística mundial? Nos livros escolares do futuro, haverá indícios desse momento que vivemos agora? Ou será que a Semana de 22 é traduzida em dezenas de outras Semanas de debates sobre internet? A exposição mudou motivada pela facilidade ou a facilidade dos meios mudou a maneira de enxergar as novas possibilidades de arte?
           Daqui 10 anos, a Semana de arte moderna terá o seu centenário e será lembrada com todas as pompas solicitadas pelas circunstâncias. Mas como enchi esse texto de perguntas, ai vai mais uma: nesses últimos anos, não temos nenhuma manifestação que seja equiparada a este evento histórico? 
           A maioria das pessoas acha que arte é o quadro do Louvre que nunca teremos acesso. Outra grande parcela acredita que arte tem uma gama de representações, mas não as aproveita. Outras tantas até aproveita, mas não passa adiante. Temos que saber que tudo aquilo que fazemos é arte de alguma maneira. Faz bem? Então porque não reconhecer como tal? Artista é quem tem dom! Penso eu, mesmo desprovida de talento.

@gi_cabral é aspirante a condutora de interrogatório, gosta de arte que não fica presa em museu e espera ter o selo de certificação do twitter quando o microblog fizer 100 anos. (Terei morrido até lá, sorte de vocês)


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quinta-feira, 19 de julho de 2012
no image


 "Você tem sede de que? Você tem fome de que?"

Estava eu pensando que há muito não exercitava meu lado musical. Como vocês sabem, eu e meu parceiro Leandro Freire temos uma carreira a zelar.
Como não tinha nenhum funk universitário pra soltar no mundo, deu uma louca mais? e rabisquei essa letra, que é uma paródia da música Comida dos Titãs.
Porque comida 2.0 não faz mal a ninguém. Será que eu preciso consultar uma nutricionista pra confirmar isso? 
Leia abaixo e ouça aqui!!

 fLood

"Wi-fi é vida, 3G é gasto.
Quem que cutuca você? Tú não tem o que fazer?

A gente não quer só comida
A gente quer comida pra fotografar.
A gente não quer só beber a gente quer fazer você nos invejar.
A gente não quer visitar, a gente quer ir lá e quer fazer check-in
A gente não quer  só trollar, a gente quer dar flood em quem tiver que vir.
A gente não quer só twitter, quer twittar e ser retuitado.
A gente não quer só dar like a gente quer um dia ser compartilhado.
A gente quer o favstar, o klout no 80 e quer fazer loucura,
A gente não tem paciência, a gente clica e cancela assinatura.

Replay é glória, Orkut história.
Você reclama de que? Onde eu dou block em você?

A gente não quer só seguir, a gente quer ser seguido pela @Rosana
A gente não quer só viral, a gente quer um TTbr que não engana.
A gente não quer só campanha, quer uma hashtag que também dê certo.
A gente integra a podosfera, e quer que o conteúdo seja mais completo.
A gente não quer só e-mail, a gente quer um blog com mais comentário
A gente não quer shingling a gente quer smartphone ilimitado."


@gi_cabral é aspirante a compositora, escreve/lê/re-lê/pisca os olhos/bate na mesa/apaga/reescreve/publica. Uma embriaguês de sucesso, só que não.




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quarta-feira, 23 de maio de 2012
Fica, vai ter badge!


Todo e qualquer vício começa com uma boa apresentação. Esse é o grande passo para que você se torne assíduo frequentador de estabelecimentos e amante fiel de marcas em geral. Quando o assunto é internet, as opções se quadruplicam e o emaranhado de manias tornam-se apenas ingredientes do cotidiano. Vamos ver o que podemos fazer com um tempero em especial.

   
                         
A minha crença no Foursquare nunca foi pequena. Entenda bem, é uma rede relativamente nova e meu conhecimento sobre ela ainda é pífio. Avaliando as possibilidades que ele oferece, assim como as demais redes disponíveis e gratuitas, posso embasar meus argumentos na teoria de que: o 4square pode ser a rede mais útil do momento.
Vejamos. Através das minhas pupilas e da minha curiosidade sem tamanho, esse aplicativo é a ponte que faltava entre o mundo real e digital (como se as digitalizações não fossem proporcionalmente fundamentadas na realidade). Para ser mais direta, quero dizer que ele foi desenvolvido justamente para quebrar a barreira da conexão apenas através de dispositivos. Ele auxilia no encontro real além do virtual. Basicamente.
A integração desse mecanismo, através do Twitter, Facebook e do localizador GPS, permitem disseminar a sua localização para todos os seus amigos. Se por um lado essa integração com as redes que já usamos facilita a divulgação, creio que esse comportamento é a prova do total descrédito das pessoas pelas funcionalidades do Foursquare. Explico.
Você, maluco da “Social media” que precisa de informações rápidas e pior, já se acostumou com essa agilidade, vai acabar vendo a mesma informação em 3 lugares diferentes.
“Estou em whatever” Replay. Estou em whatever – Like. Estou em whatever – Ganho um badge” Parabéns, prefeito, agora você já tem uma coroa para...nada! Mas isso é perfumaria.
Quando digo que o Foursquare é um lugar que tem potencial, avalio também suas condições de marketing como se eu entendesse. Aproximar o consumidor em potencial de um produto através do 4Square, já é um mecanismo que vem sido testado por empresas mais ousadas. Quem não gostaria de uma divulgação gratuita? Você está lá postando fotos dos locais que frequenta e isso pode render mais clientes satisfeitos, e um bons descontos também, porque não?
 E além de poder seguir e ser seguido na rede, você tem condições de criar novos locais, dividi-los em categorias, deixar dicas e aproveitar dicas de quem foi em lugares que você visita pela primeira vez. 

                                          Você está marcando território errado!

Não é pela coroa ou pelos pontos que conquista e sim pela facilidade de traquejo que você ganha ao integrar-se a esse universo. Quando você faz check-in, não é só para vangloriar-se de frequentar bons lugares com bons drink. Se você pensa que esse negócio de check-in é só pra ficar fazendo inveja nos outros e que é uma inutilidade, deve ser o mesmo cidadão que resmungou aos quatro ventos que o Twitter era mais um site em que você revela o quanto é desocupado postando sua ida ao banheiro. Ledo engano. 
Muitos ainda enxergam mais como status do que como informação. Assim como sua rede de amigos é diferente na faculdade, trabalho, academia, curso de mandarim do sábado a tarde, reuniões do Santo Daime nas redes sociais também é assim. Não existe possibilidade de reunir todos os seus chegados do Twitter, do Facebook, do Orkut, do MySpace em uma única saída. Mas e se um deles estiver no mesmo local, rola de cumprimentar, de apresentar a galera, de conversar despretensiosamente. Ou ainda, se você combina de encontrar alguém em determinado local e ela não conhece o caminho, é muito mais fácil encontrar através do localizador. Um clique ou um toque na tela e você já tem o mapa te levando pra onde você realmente quer estar. Isso é um braço da evolução da virtualização. Vai me dizer que você ainda pensa o contrário?

@gi_cabral é aspirante a blogueira, adepta de aplicativos úteis e é prefeita da Esquina do Inferno do Faroeste Paulista! #VemGente
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