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Mostrando postagens com marcador Comunicação. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 1 de março de 2013
Faz a pauta pra mim?

Vamos falar de coisa boa? Pra quê, né?
Deixemos de lado o moralismo. Estou cansada de gente que não consegue acompanhar um raciocínio e por isso tem que inventar  uma série de ameaças gratuitas. O que eu trago aqui não tem nada de gratuito. Aliás, no final desse post você vai ser notificado de quanto vai ter que me pagar. Estamos fazendo a captação da sua retina desse exato momento... HEY não sai não, você já me deve 30$ centavos só por ter lido até esse parágrafo.

                                                      E contando...

Voltando a realidade.  Jovem, na postagem da semana passada eu disse que faria um texto sobre um desabafo “setorizado”, mas hoje vou preferir chamar de “local”.
Acontece que a gente só pode falar sobre um assunto quando o conhece bem, e eu vou arriscar falar mal da própria rotina e visão retrógrada da minha cidade pois nasci/vivo nela e é dela que eu quero receber um cartão postal quando tiver morando na Barra da Tijuca.
Presidente Prudente é uma cidade boa. Nem grande, nem pequena. Aqui você encontra de tudo, até gente de um olho só. Esta que é a capital do Oeste Paulista já foi conhecida pela pecuária e pelo comércio, mas em geral ela é uma cidade irrestritamente “Universitária”. Com uma Faculdade Estadual e mais três Particulares, a cidade fica abarrotada de estudantes o ano todo, recebendo gente “de um olho só” mas com sotaques diferenciados. Isso aqui é normal.
Mas o problema desse crescimento é que, ao invés de receber boas referências e se tornar uma cidade modelo, ela simplesmente consegue retroagir os pensamentos dos visitantes. Porque será que ninguém aqui consegue fazer algo diferenciado e prefere viver a mesmice?

Nem adianta fazer cara feia.

Como exemplo bastante particular (ai que está a moral do setor que eu havia mencionado) vou citar a área de comunicação. De uns anos pra cá, de forma geral, o ambiente  redacional anda muito previsível.  Ousadia e alegria não estão em pauta, e nem deveriam, mas eu queria parafrasear o pagodeiro que também é prudentino.
Eu e o meu amigo também jornalista quem diria hein? Leandro Freire, estávamos conversando enquanto montávamos um post para enumerar as arbitrariedades cometidas pelos “focas” os recém-formados na profissão. E o fizemos porque notamos o comportamento de muitos há tempos.  E eu fico parecendo uma tia velha enquanto escrevo isso, observando o movimento e dizendo em voz alta “Falta paixão nas criança, vamo tê que colocá isso no feijão delas”. E falta mesmo. Falta tato.
O tato que eu disse é um jeito de ver a informação como algo que realmente valha ser noticiado. O cronograma tem que ser cumprido? Sim, mas também é preciso cumprir a meta de fazer diferença com o seu ofício. A facilidade dos meios te deu uma porção de caminhos, mas não eliminou o compromisso em ter que passar por alguns deles. O produtor da mensagem deve ser o primeiro impactado com a realidade. Aquela velha máxima de ter que ‘se colocar no lugar do outro’ é parâmetro. O deadline tem que ser cumprido, mas avacalhar com ele não ajuda você a cumprir o trabalho.

                                    Você se diverte com o que faz?

Comunicação é uma veia fatal por que só consegue resultado quem cria um. Não tem essa de achar de repente, você precisa construí-lo. E isso não se aprende sentado, muito menos esperando que alguém faça o trabalho por você ou ainda, que alguma teoria te ensine.
Quando eu vejo alguém, com as atitudes que comentamos no texto “5 coisas irritantes em recém-formados em jornalismo” eu acho que trabalho pra pessoa. Ela cria uma demanda pra mim que eu não tenho que ter, porque a visão da matéria não é minha. “Espera, publicaram no Facebook que precisam de alguém que tem olho. Hum, mas será que é olho claro e teve problemas com claridade, será que é só pra algum oftalmologista dar um parecer sobre cuidados com a pálpebra, ou será que é olho que usa colírio, ou que usou óculos e parou?” Vocês entenderam? O repórter que faz uma matéria precisa ter domínio sobre ela, sobre o texto dela, não dá pra jogar essa responsabilidade nos ombros de uma pessoa que não conhece o seu foco.
E foco é uma coisa que rega a comunicação e a mensagem. Desculpa ter que falar disso, mas infelizmente, o foco local está muito comprometido.
Façam por onde, ainda dá tempo.

@gi_cabral é Jornalista e por isso ganha pouco, mas ama o que faz e amor é de graça. Falando em ganhar, você pode fazer um depósito pela manutenção do blog clicando aqui...PERA.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Fica com restrição!

"Bomba, avião, helicóptero para ocupar território e deixá-lo ao Deus dará!"
(Gilmarley song - Kid Abelha)

           O que faz de nós seres restritos?
Sempre ouço falar, até mesmo entre colegas de profissão, que a população de modo geral tem linguagem restrita. Engraçada essa afirmação, quando a maioria dessas opiniões são de pessoas que trabalham com o segmento da informação há décadas, para a qual doam seu precioso tempo. 

                                     A mesma vacina não cura todo mundo.


Se a nossa intenção é informar de uma maneira transparente, oferecer produtos que sejam úteis, passar a mensagem sem ruído, onde é que está o problema dessa linguagem? Quando é que começa e onde termina a nossa dificuldade?

O jornalismo e a publicidade são facas cujos gumes são fatais. Como já ouvi de um grande profissional "são o yin-yang da comunicação”, e por esta razão nunca separados. As duas áreas funcionam juntas porque formam um fluxo informacional capaz de abranger diferentes classes e segmentos distintos. Cada qual com sua abordagem, cada qual com sua recepção, seja ela avançada ou não. A mídia que temos ao nosso alcance nos é oferecida de diversas maneiras. O mercado publicitário sustenta o mercado jornalístico, cujo valor-notícia para esclarecimento do público é o ponto de partida.

O grau de informação e de qualidade das duas áreas dita a abordagem. O emissor tende a manipular o público que aguarda aquele material. Tais jogos de manipulação não são para alienados, são para esclarecidos. Somente o esclarecimento torna você capaz de lidar com a manipulação de outrem. Recebendo uma informação, você imediatamente a transforma para sua realidade: prova o novo refrigerante pra ver se é bom, se achar ruim não toma mais, se achar bom passa a dica adiante. Ou você é desses que toma refrigerante ruim por uma vida inteira?

                                             Ou gosta ou não gosta!


Ter dificuldade para entender a mensagem não quer dizer que a mensagem não foi compreendida. Esta só precisou de mais tempo para ser processada, logo terá um aprofundamento no seu sentido, alcançando sua plena satisfação na divulgação da informação.

O que faz de você um ser restrito é não aceitar que o conhecimento é cíclico. Muitos apontam o dedo em quem vê televisão, dizendo que a restrição de pensamento invade este pobre telespectador. Mas muitos destes são tão presos à teorias, que vivem condenados a uma ou outra aba do navegador. 
Estes profissionais que preferem o "oba-oba" a ter uma ideia que revolucione, certamente possui a maior das restrições de pensamento. Pessoas cartesianas mantem-se cartesianas motivadas por outros seres semelhantes. Se você trabalha com isso, aponta pra dialética e rema.

@gi_cabral é criteriosa e aceita uma boa réplica quando os argumentos são válidos. Partiu?!
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terça-feira, 24 de julho de 2012
Fique original!


 "Eu estou tendo um caso com um computador."
(2000 man - Kiss)


Tem gente que prefere mergulhar num mar de imagens compartilhadas quando na verdade deveriam produzir as próprias ilustrações. Depois colocam a culpa no fracasso da abordagem na falta de compaixão de seus seguidores, mesmo que durante toda a vida tenham sido meros reprodutores das mensagens destas mesmas pessoas. O ato de “não tentar” gera automaticamente um profundo escárnio mental, daqueles que danificam o cérebro e fazem com que a cópia do outro seja mais atrativa que qualquer outra coisa.
Frases feitas já estão feitas, mas há uma porção de combinações de palavras que podem e devem ser colocadas na mesma linha. Entre a letra maiúscula do começo de parágrafo e o ponto final, há uma lição que só se aprende escrevendo. Confrontando as idéias que já tínhamos anteriormente, fazendo do jogo de teses uma nova perspectiva.
Só aprende quem se dá ao trabalho de segurar a caneta e marcar o papel, só aqueles que batem com força na tecla para ter certeza que as letras vão ficar no lugar certo. E é de um espaçamento a outro que descobrimos como tecer a história que queremos contar, a história que queremos ser. Descobrimos assim como deixar de compartilhar coisas que não vivemos por não ter certeza de como era o “modo de fazer”.
A comunicação muda o mundo.  A ação mais ainda.

@gi_cabral é aspirante a interlocutora de inconsciente, explana sem ruído e ouve ruído de longe.
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
no image


 "Você tem sede de que? Você tem fome de que?"

Estava eu pensando que há muito não exercitava meu lado musical. Como vocês sabem, eu e meu parceiro Leandro Freire temos uma carreira a zelar.
Como não tinha nenhum funk universitário pra soltar no mundo, deu uma louca mais? e rabisquei essa letra, que é uma paródia da música Comida dos Titãs.
Porque comida 2.0 não faz mal a ninguém. Será que eu preciso consultar uma nutricionista pra confirmar isso? 
Leia abaixo e ouça aqui!!

 fLood

"Wi-fi é vida, 3G é gasto.
Quem que cutuca você? Tú não tem o que fazer?

A gente não quer só comida
A gente quer comida pra fotografar.
A gente não quer só beber a gente quer fazer você nos invejar.
A gente não quer visitar, a gente quer ir lá e quer fazer check-in
A gente não quer  só trollar, a gente quer dar flood em quem tiver que vir.
A gente não quer só twitter, quer twittar e ser retuitado.
A gente não quer só dar like a gente quer um dia ser compartilhado.
A gente quer o favstar, o klout no 80 e quer fazer loucura,
A gente não tem paciência, a gente clica e cancela assinatura.

Replay é glória, Orkut história.
Você reclama de que? Onde eu dou block em você?

A gente não quer só seguir, a gente quer ser seguido pela @Rosana
A gente não quer só viral, a gente quer um TTbr que não engana.
A gente não quer só campanha, quer uma hashtag que também dê certo.
A gente integra a podosfera, e quer que o conteúdo seja mais completo.
A gente não quer só e-mail, a gente quer um blog com mais comentário
A gente não quer shingling a gente quer smartphone ilimitado."


@gi_cabral é aspirante a compositora, escreve/lê/re-lê/pisca os olhos/bate na mesa/apaga/reescreve/publica. Uma embriaguês de sucesso, só que não.




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quarta-feira, 27 de junho de 2012
Fica no liquidificador!

"Vem viver comigo, vem me experimentar. Me experimenta!"
(Posando de star - Barão vermelho)

           
Alguém ai tá a fim de dividir uma vitamina comigo?

Vocês que são pessoas saudáveis, criados a leite com pêra, sabem muito bem quais são os benefícios de uma boa vitamina no cotidiano de qualquer ser humano. Uma quantidade elevada de suplementos que vão fortalecer seu metabolismo, principalmente se você tem uma vida muito instável. Um coringa da alimentação, certo?
Nosso corpo, segundo dados nutricionais coletados em algum lugar da interweb consegue produzir apenas a vitamina D, mesmo precisando de outras 13 para que tudo funcione lindamente. E para chegar a esse montante, temos que recorrer a fontes de vitaminas que nos sejam viáveis para manter nossas bochechas rosadas. A cara de saúde tão desejada pela maioria. ou será que nem tanto?
Com o nosso cérebro não é diferente. Com essa enchente de informações que recebemos todos os dias, precisamos priorizar o que é bom e deixar de lado o que é descartável. Tendo em vista tamanha dificuldade de transitar por esses elementos, vamos tomando alguns roteiros. E  como encontrar todas as informações no mesmo lugar? Filtradinhas, com aparência confiável e que nos deixe com a cara feliz e saudável que desejamos?
E foi nessa busca pelo intelecto saudável que esbarrei num liquidificador.
Ele sempre esteve ali, cheio de conteúdo, com muitos ingredientes e eu nunca havia parado pra ingerir o que saía dali. E de uma maneira, não mais que natural, me vi entrando naquele mundo com apenas uma finalidade: aproveitar toda aquela mistura pra fazer com que fosse algo novo, diferente, capaz de despertar o interesse de quem ainda está fora do eletrodoméstico imaginário.
Esse lugar é o Vitamina publicitária. Não se engane com o nome, não é feito só para os profissionais de propaganda. Aqui tem de tudo um pouco, como em toda boa vitamina de verdade.   

Montagem style de Kaique Oliveira

Acredite ou não, agora eu também vou compor essa tabela nutricional. A vitamina que a gente produz, como citei lá em cima é a de Dedicação. Quem é que tá afim de apertar o botão? Sem malícias hein! Estica o braço com o copo na mão e aproveita.


Partiu?!



@gi_cabral não é natureba, mas gosta de ser aspirante a muita coisa, inclusive a colaboradora de nutricionista.

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segunda-feira, 18 de junho de 2012
Fica com tudo!

"É que a televisão me deixou burro, muito burro demais. Agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais." (Titãs - Televisão)

A crença de que a internet veio matar a televisão, o rádio e o jornal ainda permanece no coraçãozinho de muitos seres humanos. Chega a ser engraçado. Não compreendo essa tara mundial que embasa a "teoria" de que o desenvolvimento da internet funcione como algoz e não como paladino das evoluções da atualidade.
Eu nunca gostei muito de televisão, mas isso não quer dizer que eu ignore por completo sua contribuição para a formação da sociedade.
 Desde que foi inaugurada no Brasil pelo seu Assis nos anos 50, a TV vem colaborando pela integração de uma nação que precisou se adaptar a muitas novidades. Uma delas era considerar a hipótese de ver alguém dentro de uma caixa preta que se fazia ouvir, mas que não poderia escutar. A relação com esse mecanismo foi ficando mais intensa. Ela estimulou toda família a se acomodar no sofá pra ver o Cid Moreira, as confusões dos Trapalhões ou aquelas novelas cheia de histórias inválidas. 
Os anos foram passando, as opções de programação foram se ampliando e escolhendo cada qual seu público. Os canais chuviscados foram ganhando espaço e notoriedade. E a antiga caixa preta deu espaço à cor, protagonistas, ícones e telespectadores fiéis. Isso é só uma fatia do bolo que até hoje não terminou de ser feito.
Há muitos sobreviventes exagerei que ainda se sentam frente a TV com o intuito de ser recarregados com informações que lhe pareçam interessantes ou pra ver de novo a Helena do Manoel Carlos. Mesmo com toda evolução funcional que se seguiu, esta ainda é a mídia que mais recebe investimento, tanto em publicidade quanto em produção. E isso tende a se ampliar, não ser exterminado. A TV deverá investir ainda mais em suas grades para bater de frente com o trem de duas toneladas sem freio. Esse trem é a web 2.0 vindo na velocidade cinco, abrindo espaço para a 3.0.
E não deve parar...

A idéia que as pessoas tem de que uma coisa mata a outra, permite a elas apenas uma certeza: não conseguir aproveitar mais de um recurso ao mesmo tempo. Imagina que loco as pessoas começarem a ver melhor as funcionalidades de cada veículo e tirar vantagem deles? Eu continuaria a não gostar de televisão, mas tenho que confessar que vez ou outra ainda passo os olhos em alguma programação específica, daquelas dignas de canal aberto bregas. Sou assim. Vai me dizer que você, mesmo com o Youtube na sua cara, não assiste ao Chaves na Televisão? Não adianta, o que é bom sempre volta pra você, e isso independe de veículo.
A jaula que aparece na letra da música acima, na verdade é uma jaula mental. Um compartimento em que a gente se coloca pra tentar moldar uma versão para as histórias que passam do lado de fora. No caso da televisão, a idéia de que “todas as coisas que vemos nos pareçam iguais” faz com que nos tornemos meros repositórios de informação. Na internet a realidade se inverte. Se o usuário estiver preso a uma idéia fajuta e retrograda, ele permanecerá condenado da mesma maneira, desta vez numa aba perdida no navegador.
Toda revolução bem sucedida começa de dentro pra fora. O sentido do movimento é que diferencia “arrancada” de “slow motion”. Cada um busca o que quiser, onde quiser, seja na TV, no rádio, no boca a boca ou na internet. Mas vale pensar, se eu posso agregar tudo isso, porque eu tenho que manter a cortina fechada?

@gi_cabral é aspirante a blogueira e quer fazer curso de maquinista.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Fica esperto!


Um dia desses, estava chegando no prédio onde trabalho e logo no saguão avisto dois jovens conversando sobre profissões.


Eu, enquanto aguardava o elevador, que mais parecia inexistente de tão lerdo, ouvia o garoto perguntando pra garota, o que ela queria cursar na faculdade, já que este ano prestariam vestibular.
Ela dizia que ainda não sabia, mas que pensava em Ciências Biológicas, Administração ou Jornalismo. Para justificar a última opção, ela havia dito que "gostava muito de falar", por isso acreditava que jornalismo seria uma boa.
            E na minha cabeça, ávida pelo questionamento, queria saber de onde havia saido uma resposta tão injustificável para a escolha que ela considerava acertada.
Por sorte o elevador chegou e eu entrei fumegante, sendo que a vontade maior era ter ficado para ouvir o desenrolar da história. 
Penso eu que todo motivo que nos leva pela primeira vez a uma carteira de curso superior é errado. Antes da estréia acadêmica, é impossível saber se aquilo é o que realmente queremos para a vida. O que me admirou, acima de tudo na conversa acima transcrita, era a discrepância entre as áreas escolhidas pela menina. Logo, ela poderia ter dito que queria fazer qualquer coisa, já que a dúvida parecia ter permanecido com ela. Mas não tem jeito, todo jornalista que se preza fica muito azedo quando ouve alguém dizer que quer seguir a profissão porque "Fala muito". Porra, o Tite deveria ser Jornalista então.
Jornalismo em essência é mais ouvir do que falar. Acho que essa imagem vem por causa dos locutores de rádio ou dos ancoras de telejornal. Mas o engraçado é que, para as duas carreiras que citei, eles não falam muito, eles reproduzem muito. Quem fala muito é flanelinha, tentando convencer que guardar o carro com ele é um bom negócio. Vendedor fala muito, que é pra convencer o consumidor que o produto que ele tem é melhor que o encontrado em outros estabelecimentos. Feirante fala muito também, porque não pode levar mercadoria pra casa porque certamente vai estragar. O cara da Tecpix fala demais, opa, mas esse fala porque é chato mesmo.
Eu não sei dizer exatamente porque escolhi Jornalismo para a vida, mas como prefiro dizer, ele quem me escolheu. No começo foi tudo incrível, era um jogo de descobertas que eu nunca havia sentido. Mas depois fui despontando, isso é aptidão, não opção.
Mas isso também é mutável. Como disse, entrei na Faculdade de Jornalismo porque Ciências sociais não tinha na minha cidade. Gostava de política, de escrever, de debater e queria algo que me colocasse no trilho. Primeiro semestre foi aquela paixão, realmente Jornalismo atendia minha ânsia profissional. Destino futuro era Brasília, caminho definido desde o vestibular. Depois de um, dois, três anos fui descobrindo  que mudar é a parte mais saudável do processo de formação. Hoje eu aprendi a vivenciar os setores da comunicação e gostar mais deles. Hoje o mundo multimídia agrada mais ao meu currículo do que especular um sistema já falido. Ainda prefiro o impresso, mas não pra ser repórter, pra ser Ombudsman, responsabilidade dobra. E nisso, Brasilia foi ficando longe, mas o mundo se aproximou. 
Não quero viver de microfone porque eu "falo muito", quero viver de internet porque "amplia muito". Entende?
Ficar entre Biológicas, Administração e Jornalismo, não é o mesmo que ficar entre Comunicação, Áudio Visual e Relações públicas. É preciso que as áreas comunguem entre si. Não é possível que você esteja em dúvida quanto ao que realmente gosta. Ou será que estou falando muito?

@gi_cabral é aspirante a muita coisa e é sarna na maioria das vezes (pelo menos para o que diz respeito a profissão).


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terça-feira, 8 de maio de 2012
Fica ai...ou é melhor não ficar?


Sempre fico muito receosa mentira nessa época do ano. É o mês em que, costumeiramente, ocorre a Semana de Comunicação da Faculdade em que tento me formar.
                                                        Não tem biscoito!
Pra quem estuda lá, não cabe estranheza nesse início de parágrafo. Já quem é de fora deve olhar e pensar que não gosto muito de interação. Hey, vocês estão errados. Na realidade eu não gosto muito quando só um lado pode se manifestar. É difícil conviver com uma interação de mão única.
Semana de comunicação pra mim é uma galhofada. Tenho muitas chances de ser apedrejada por essa declaração, mas veja bem: o “esquema tático” de organização nunca é a favor do estudante. E na verdade, depois de passar por algumas, acredito que muitos alunos mereçam esse suco de laranjada mecânica garganta abaixo.
Quando integro a platéia desse tipo de evento, a única coisa que passa pela minha cabeça é que me instalei no lugar errado. Tenho um sério problema com palestras and palestrantes. Vocês já devem estar cansados de me ouvir falar isso, e o pior, me ouvir falar disso DURANTE as palestras.
            Mas eu tenho desconfiometro. Acho que não chego a atrapalhar fulminantemente a intenção se alguém em acompanhar a criatura que fala lá na frente, mas na maioria das vezes, eles também estão de saco cheio daquilo tudo. Mas vamos por partes.
    Primeiro, porque eu acho que os alunos merecem ser inundados por tudo isso.
Uma coisa que me irrita profundamente é a cara deles frente ao palestrante. É incrível como se tornam passivos. E quando há oportunidade de tirar alguma dúvida durante a “sessão de perguntas”, levantam a mão e falam “dê dicas pra gente sobre o mercado de trabalho”. Esses jovens evitam perguntar algo que possa vir a contrariar.
A maioria dos dignos freqüentadores de ‘Semanas de whatever’ vão lá por causa das horas atividades que ganham. Tudo bem, esse também é o meu ponto fraco. Mas avalie: já não começa errado aí? A intenção já é baseada no #SiDeiBem.
Outra questão intrigante, é que o convidado a disseminar seu vasto ou nem tão vasto conhecimento, nunca diz nada de novo. É impressionante que, pra descobrir algo interessante, temos que procurar fora dos bancos das Universidades. E quando finalmente alguém se propõe a nos ‘visitar’, não apresentam nada que nos segure nas carteiras.
A Giovana do LADO B fica com elevação sanguínea no globo ocular sangue nos zói quando presencia uma coisa nesse modelo. Certa vez eu tive uma dúvida numa palestra de alguma edição passada e fiz um questionamento. O cara não respondeu (ah Cássio Politi, fiquei na vontade) e eu o questionei por mais duas vezes. Logo a situação se assemelhava a uma conversa pública. Mas eu não me contentei com uma resposta, permanecia com dúvidas e não queria levá-las pra passear no corredor. Eu tenho muita ânsia de entrevistar a pessoa, eu preciso de consistência. Nunca me contentaria com uma resposta de uma linha ou uma frase. Meu texto tem que ser grande. Se você chegou até aqui, vai concordar.
E eu acabo saindo dessas Sessões de palestras da mesma maneira que entrei. Com um pouco mais de sono, na verdade. Mas avaliando por um lado otimista, acredito que eles acabam cumprindo com o seu maior dever: manter-me indignada. Acho que essa é a única função que todos deveriam aperfeiçoar. A engrenagem andaria melhor e para o lado certo.
O pior de faltar essa semana é perder o contexto das piadas internas. Estas sim valem o investimento financeiro. Bom, falei toda essa bobagem só pra dizer que não vou esse ano na Semana de Comunicação. Eu ainda prefiro as Jornadas. E Jornadas de Comunicação não rendem posts, rendem livros.

@gi_cabral é do-contra e pretende deixar essa vida quando for surpreendida positivamente.
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
Fica coioteando, fica!


Se tem uma coisa de que eu sinto orgulho, saudade e uma verdadeira paixão sufocada é pelo blog Portal Coiote. Muitos aqui me perguntarão “e onde é que esse Blog foi parar?”, e eu me seguro na cadeira pra não levantar e gritar na tela do computador oi? que eu também não tenho resposta pra isso, mas tenho teorias da conspiração.
O Portal Coiote era um cantinho que eu freqüentava semanalmente, como um bar de amigos. Sentava e 'uivava' para o luar do mundo virtual. De uns meses pra cá o cantinho deixou de existir, mas as lições que aprendi freqüentando aquele lugar permaneceram comigo. Como tudo que é terno um dia fica nostálgico, venho aqui hoje pra bater na mesma tecla: puxar a cadeira, pedir um café e falar de comunicação, assim como coioteei tantas outras vezes. Partiu?
 A lição extra!
O moinho da existência é movimentado pelo processo de comunicação e suas mutações. O tempo que gastamos para destrinchar uma informação e aplicá-la da melhor forma possível não é em vão. Já o tempo desperdiçado com críticas sem embasamento é um fatídico desgaste de oportunidade. Conhecendo o que se quer debater, há chances de uma abordagem direta e eficaz, mesmo concordando ou discordando do assunto exposto.
O que me levou a escolher jornalismo como profissão, tem relação ao que posso fazer disso uma via de possibilidades. Uma mega inclinação para todas as esferas. O que me mantém no curso não são as disciplinas tradicionais. Quem deseja levar o título de comunicador social deve, antes de mais nada, buscar, integrar-se, expor e principalmente criar novos métodos que possibilitem ampliação de visão e a busca por ângulos diferenciados.
O conteúdo que se aprende em um curso universitário não é de grande valia. Sala de aula esclarece, mas não forma profissional com essência. E eu explico: porque o que um aluno aprende, outros também aprendem. Se não buscarmos novas vertentes, acabaremos padronizados pelo sistema de ensino, o que de longe não apresenta vantagem.
Seja como for, estamos em meio ao turbilhão de informações, que vem e vão a todo  momento. Precisamos canalizá-las e incorporá-las para que estas não nos torne tendenciosos.  E todas estas linhas são apenas para ratificar uma certeza: padrão não é qualidade.
Quem produz conteúdo buscando uma forma de melhorar sua comunicação com o mundo já deu um passo importante. Mas lembre-se: é preciso permanecer na estrada
Se tivermos que seguir que seja partindo da capacidade que nos moverá. Se bem que até um pontapé nos projeta pra frente, mas isso é uma outra história.

@gi_cabral é aspirante a mártir, líder de movimento revolucionário e cava constantemente vaga na memória dos que ainda virão.
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terça-feira, 20 de março de 2012
no image

Por volta das 22h de ontem eu comecei a escrever este post. Depois de cinco minutos achei melhor largar o teclado, a caneta, o lápis e tudo que pudesse registrar meus pensamentos. Digo isso porque eu estava muito brava estava puta mesmo. Tem algumas coisas que acontecem pelo caminho que desvirtuam totalmente minha não tão digna conduta. Eu poderia até explicar mas seria um tanto quanto tendenciosa. Ou será que não? Vou tentar...
Uma das coisas mais engraçadas que ouço dos "valetes do caminho" é que os alunos devem ficar atentos às disciplinas aplicadas em sala de aula para quando "chegarem ao mercado de trabalho".
Quando chegar? WHAT
Não entendo porque algumas pessoas acham que só depois da formatura vamos encarar o tão temido mercado de trabalho. Eles devem imaginar que ficamos morgando por quatro anos em casa esperando Roberto Marinho ressuscitar para nos oferecer uma vaga ou Eike Batista nos enviar uma mention oferecendo aquele cargo inacreditável. 
Definitivamente não!
O mais provável é que se você não sair da faculdade com um emprego, talvez não o consiga com tanta facilidade depois. Digo isso porque não há mais aquela mão que te conduz lá fora. Não obstante em não pegar sua mão pra te ensinar, a realidade vai te exigir um traquejo que  você nunca terá, principalmente na área de comunicação. Nossa área nunca foi um grande arco-íris, porque começaria a ser quando juntarmos das taças para brindar a formatura?
E sabe porque essa minha indignação? É que, pra mim, soa como se as pessoas desacreditassem do potencial do aluno. Você está ali, lendo, fichando, fazendo  trabalhos em grupo ou aqueles seminários desvalidos, sonhando um dia integrar a tão seleta folha de pagamento de uma renomada empresa. E quando chega lá, repara que tudo é diferente e que aquela teoria toda só serviu pra atordoar seu cérebro enquanto enfrentava a fila da biblioteca em busca de outras tantas publicações técnicas.
Os livros são importantes? SIM. A regrada disciplina das aulas tem valor? CLARO. E a vivência? Ah, deixa pra depois que nossa hora ainda vai chegar? DEPOIS? Tem gente que está no mercado há mais tempo que alguns professores que lecionam no âmbito acadêmico. E tem também aquele outro montante de egressos que estão ocupando cadeiras de outras áreas. Quem é que vai dizer se isso está certo ou errado? 
Você integra uma sociedade onde milhares de pessoas se formam no mesmo curso que você e onde a mesma quantidade é demitida sem nenhuma causa justa. Você é ativo e participa de uma comunidade virtual onde existem 115 milhões de blogs produzindo conteúdo freneticamente. Quais as chances de você se destacar? Quais as chances dessa postagem ser lida? Eu ainda posso ser contratada em meio a esse montante de pessoas que OMG já estão graduadas por ai? Temos que fazer por onde merecer uma vaga e ir praticando durante o curso vai ajudar nesse "mar de gente". Quem sabe nadar atravessa o rio, mesmo que seja o Tietê. Ou será que não? Discorde de mim!
A comunicação é uma veia fatal (lá vem essa menina falando de novo desse assunto). Na próxima postagem vou tentar fugir do clichê profissional. Não consigo conceber a ideia de que eu tenha que esperar por alguma coisa, seja ela na minha carreira ou não. Nenhum  esforço pode ser desmerecido quando a pessoa não espera e faz por onde chegar. Curtir a viagem é bem melhor do que curtir o destino antecipadamente. Pra muitas dezenas de milhares de pessoas, só a viagem é garantida. 

@gi_cabral nada contra a corrente só pra exercitar, é aspirante a delinquente mas quer ser a editora-chefe da cadeia.
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